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Sindicación



Almofala
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Almofala

Almofala é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 29,86 km² de área e 250 habitantes (2001). Densidade: 8,4 hab/km².

Património

· Ruínas de Almofala ou Casarão da Torre

· Capela no Lugar de Santo André

· Cruzeiro de Almofala, Cruzeiro de Roquilho ou Cruzeiro do Divino Manso

Inserida num vale e com o rio Águeda a separá-la de Espanha, Almofala foi atractivo para vários povos.

Em St. André foi localizado um castro Celta, destacando-se ainda hoje as esculturas Zoomórficas (Berrões) a atestar a presença de Vetões.

A presença romana é bem visível na torre e na Ara votiva que nos fala da CIVITAS COBELCORUM.

O topónimo Almofala, tem origem árabe, no termo ALMOHALA e significa “acampamento”. Surge mencionado pela primeira vez em documento no ano de 1217.

Em Outubro de 1642, a freguesia foi muito destruída pelos espanhóis e, existindo um cruzeiro a assinalar esse episódio. Foi nessa altura que as aldeias de Torre dos Frades e Colmenar, foram completamente destruídas.

Em termos Monumentais destacam-se a Torre de Almofala, classificada como Monumento nacional. o Cruzeiro Roquilho do séc. XVI, classificado como Imóvel de Interesse Público que assinala uma antiga via de peregrinação a Santiago de Compostela.

A barragem de St.ª Maria de Aguiar e Santo André, são por excelência, Locais de Interesse Paisagístico.

Mata de Lobos

Mata de Lobos é uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com 37,79 km² de área e 496 habitantes (2001). Densidade: 13,1 hab/km².

Freguesia situada a 5 km a este da sede do concelho.

O mais antigo documento conhecido que menciona a freguesia remonta a 1165 e refere-se a doações feitas por Fernando II de Leão ao mosteiro de St.ª Maria de Aguiar.

No ano de 1321 a igreja de Mata de lobos aparece incorporada na relação das igrejas do termo de Castelo Rodrigo. A capela de Santa Marinha foi outrora a Igreja paroquial, como o provam as palavras do reitor Paulo Antunes Alonso nas “Memórias Paroquiais” de 1758 “… a sua igreja paroquial consta ser Igreja e mosteiro dos templários que bem o mostram as suas ruínas , por se achar no adro della muitas sepulturas com letreyros nas suas campas que declarão ser de seos cavaleiros…”.

A actual igreja matriz tem origem na primitiva capela de S. Sebastião, apresenta como particularidade a separação da torre sineira do corpo do templo.

Foi nos campos de Mata de lobos, no local da Salgadela, que se travou a 7 de Julho de 1644 a Batalha da Salgadela, existindo no local o Padrão de Pedro Jacques de Magalhães a relatar tal evento.

A nível do património destaca-se a Igreja Matriz, a capela de Santa Marinha, o padrão de Pedro Jacques de Magalhães, as sepulturas antropomórficas, o chafariz e os lagares.

O rio Águeda e as arribas são Locais de Interesse Paisagístico.

Artesanato

Cadeiras

São poucos os artesãos que se dedicam a este trabalho. Destacam-se entre outros os irmãos Gouveia: António e Luís, de Mata de Lobos.

Para os assentos das cadeiras, bonitos e duradouros, usam a tábua ou o junco.

Estes materiais são cortados na ribeira e estendidos no chão, para secar. Antes de serem trabalhados, os molhos são regados para ficarem maleáveis.

Da tábua é utilizada a maçaroca, o miolo e a fibra que o envolvem. Fazendo um nó na perna esquerda da frente da cadeira, a tábua ou o junco, «corre» em toda a volta do assento. Depois do trabalho concluído, é rematado no centro e procede-se ao «fechamento», com o auxílio de uma palheta, dando um nó na parte de baixo.

Cestaria

Dos antigos artesãos deste oficio, Armindo Amador, de Mata de Lobos, é a única pessoa que, actualmente, a ele se dedica. Para empalhar garrafões, utiliza a verga de salgueiro, o vime e a «verga de cavaca», retirada do pau do castanheiro, Com a liaça do vime faz os «tentos» que aguentarão a verga. Colocando vários «tentos» em redor do gargalo, o garrafão é totalmente envolvido com o miolo. O fundo é feito à parte, com verga de salgueiro. Depois de colocado no seu lugar, é solidamente amarrado com os «tentos».

Ao iniciar o trabalho, Armindo Amador coloca um pau grosso no lugar da asa. No final, aquele é retirado e a asa, previamente feita com vime, é entrelaçada e colocada no garrafão. Durante o trabalho, o miolo deve estar sempre mergulhado num caldeiro com água, para evitar que seque e se quebre.