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História
O termo " Escalhão ", derivaria do vocábulo " Secalhão ", por antigamente se tratar de uma região árida e seca. Uma outra versão diz que o topónimo " Escalhão " provém do latim " Scalanis " ou " Scalarius ", classificando os montes rochosos que se escalonavam.
Com uma área de : 7843 /hectares, e uma população residente, cerca de : 1100
/Habitantes,
é a maior das freguesias do Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
As principais vias de acesso que
servem Escalhão são a E. N. 221 e a E. N. 604.
Do
seu passado remoto pouco se conhece, sabendo-se apenas que outrora terá existido
um castro lusitano-romano e vestígios de uma fortificação medieval, que
poderá ter sido construída sobre o mesmo em 1310, por ordem de Dom Dinis. Chegaram a Escalhão encontram uma resistência, com a qual não contavam. Ruas barricadas, 30 soldados, sob o comando do alferes João Rodrigues e 150 Escalhonenses, chefiados por Paulo Freire, reconhecendo que não podiam defender as trincheiras devido ao elevado número inimigo, refugiaram-se na Igreja, preparando-se para enfrentar o invasor. Os Escalhonenses defenderam-se heroicamente contra as balas de canhão que tinham por principal alvo a Igreja Matriz. Conta a tradição que um homem de nome de Janeirinho, matou o capitão dos castelhanos na entrada da porta falsa da Igreja. O capitão de Zamora investiu a porta gritando: " Viva o capitão Zamora ". De dentro respondeu-lhe o Janeirinho: " Viva o Janeiro com a sua porra," ao mesmo tempo, enfiava o badalo do sino na cabeça do capitão. As tropas inimigas, já bastante enfraquecidas e surpreendidas pela resistência dos Escalhonenses, entraram em pânico ao verem um dos seus chefes morto. Aproveitando este momento de hesitação os Portugueses saíram do templo e investiram contra os espanhóis que começaram a recuar abandonando as suas posições e material. Num local denominado: " A Veiga dos Mortos " o inimigo parou e, reorganizando-se, tentou tomar a ofensiva, mas de nada valeu o seu esforço. Os Escalhonenses apontaram sobre eles as peças de artilharia que lhes haviam tomado, causando-lhes grande número de mortos. A Igreja Matriz foi classificada de interesse público em Setembro de 1978. Gastronomia
A gastronomia de Escalhão é constituída principalmente por produtos provenientes das colheitas feitas nos campos e nas hortas desta região.
O
porco foi o animal que mais contribuiu na alimentação da população local.
Das morcelas doces e farinheiros aos presuntos defumados, chouriças,
salpicões de carne de porco, as febras grelhadas, dos pratos de coelho,
lebre e javali à feijoada; do bacalhau assado com batatas a
murro aos cozidos acompanhados de deliciosos grelos abundantemente regados
com o saboroso azeite, de que Escalhão é produtor. As sobremesas não faltam. O queijo de leite de ovelha ou com mistura de leite de vaca, os doces tradicionais; das compotas às filhós; do arroz-doce às papas de milho. As azeitonas e o mel são aditivos alimentares de que a região é rica. Nas manhãs de Inverno, o pequeno-almoço pode ser saboreado com grosas torradas de azeite, com os famosos biscoitos de Escalhão.
Clima
Com o regresso das cegonhas à torre da Igreja Matriz, as amendoeiras em flor, que deixam um lençol branco no " Alto da Sapinha " e os campos verdes, são os principais sinais do inicio da Primavera.
O frio é
muito forte o que obriga os habitantes nas grandes noites de
Nos
meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro a neve cai frequentemente.
Fauna e Flora
Fauna: A região de Escalhão é muito rica em espécies de caça como a perdiz, a rola o coelho e a lebre povoam os campos desta região juntamente como a raposa, o lobo, a águia, o milhafre, a coruja e o abutre. A cegonha também faz parte da fauna da região, que tem uma tradição muito especial neste concelho.
Flora:
Os solos são em grande parte compostos por granito e o xisto.
Como o clima é de muito calor e chove muito pouco no Verão, são
um obstáculo ao desenvolvimento da agricultura desta região. Com muito esforço
os agricultores da região conseguem produzir nas hortas o necessário para
consumo pessoal.
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